Terça, 26 de Maio de 2026
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Mamífero extinto é encontrado no Vale e muda o que se sabia sobre a pré história

Pesquisadores da USP identificam restos de Toxodonte em cavernas da região; descoberta ajuda a entender a megafauna brasileira e a ocupação humana no período

Redação
Por: Redação Fonte: Assessoria de Comunicação
13/05/2025 às 14h33 Atualizada em 14/05/2025 às 15h32
Mamífero extinto é encontrado no Vale e muda o que se sabia sobre a pré história

Um achado impressionante no Vale do Ribeira tem chamado a atenção de pesquisadores e reforçado a importância da região para os estudos sobre a pré-história brasileira. Fósseis de um mamífero extinto, o Toxodonte (Toxodon platensis), foram encontrados em cavernas locais por uma equipe da Universidade de São Paulo (USP). A espécie, que viveu durante o período Pleistoceno, há cerca de 12 mil anos, era de grande porte e lembra, em aparência e tamanho, um rinoceronte ou hipopótamo.

O que torna a descoberta ainda mais relevante é a presença de marcas nos dentes do animal que indicam interação com seres humanos. Segundo os pesquisadores, os vestígios sugerem que o Toxodonte pode ter sido caçado ou manipulado por grupos humanos que já habitavam a região naquela época.

 

“Esses sinais de processamento são indícios de que havia uma convivência entre humanos e essa megafauna extinta, o que reforça a hipótese de ocupação humana no Vale do Ribeira desde os períodos mais remotos da pré-história”, explicou um dos pesquisadores envolvidos no estudo.

Além de contribuir para a reconstrução da fauna que habitava o território brasileiro há milênios, o achado também é uma peça importante para compreender as estratégias de sobrevivência dos primeiros habitantes do continente sul-americano.

O Toxodonte fazia parte de um grupo de grandes mamíferos nativos da América do Sul que desapareceram no fim da última era glacial, em um processo que envolveu mudanças climáticas e a ação humana. A presença de seus fósseis em cavernas do Vale do Ribeira ressalta o potencial arqueológico e paleontológico da região.

A pesquisa está em andamento e deve resultar em novas publicações científicas. Enquanto isso, os fósseis seguem sendo analisados em laboratório, e a expectativa é que outros achados semelhantes possam surgir com o avanço das escavações.

 

 

Fonte: Com informações do site Aventuras na História

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