
Na lateral direita ou no meio, não importa. Lara Viriato, 9 anos, tem na versatilidade a sua carta na manga para agradar técnicos e realizar o sonho de ser jogadora de futebol. Lara é aluna da Escola de Futebol LFAO, projeto apoiado pela Lei Paulista de Incentivo ao Esporte que atende 1.500 crianças e adolescentes de 7 a 17 anos distribuídos em dez núcleos no município de Osasco. O campo do Flamengo do Jardim Piratininga é onde Lara desfila o seu talento.
O futebol entrou na vida de Lara de forma espontânea. Os primeiros chutes aconteceram enquanto acompanhava o pai nos jogos dos veteranos do Flamengo de Osasco. Em 2023, com apenas 6 anos, foi convidada a treinar na equipe.
“Percebemos desde cedo que a Lara tinha vocação para o futebol. Ela já se destacava em relação às outras crianças da mesma faixa etária”, lembra Luana, a mãe.
Nos primeiros treinos pelo Flamengo, Lara foi escalada como lateral direito e por lá se acomodou. Ela faz o tipo lateral apoiadora, que está sempre no ataque dando opção nas tramas ofensivas.
Em 2024, Lara descolou uma vaga no sub-9 do Sesi Osasco, onde descobriu uma nova faceta em campo: a de meia.
“Se for escolher entre as duas funções, fico mais à vontade na lateral direita. Mas jogo nas duas para dar mais opções ao treinador”, afirma Lara, que tem Neymar Jr. e Cristiano Ronaldo como ídolos.
Se tem uma coisa que Laura não renuncia é jogar bola. Sua rotina é quase que integralmente pautada pelo futebol. A quinta-feira é o único dia da semana de descanso da jovem. Às segundas, terças, quartas e sextas ela cumpre dupla jornada esportiva, intercalando com a escola.
“Gostamos da ideia da Lara se tornar jogadora de futebol. Vamos apoiá-la em tudo o que ela precisar”, reforça Luana.
Toda essa dedicação tem um propósito: Lara quer cruzar o oceano e conquistar a Europa. “Meu sonho é jogar fora do Brasil. Quero um dia jogar no Barcelona ou no Chelsea.”
A Lei contempla projetos nas áreas educacional, formação desportiva, rendimento, sociodesportivo, participativa, gestão e desenvolvimento e infraestrutura. Ela possibilita à iniciativa privada o apoio a programas esportivos elaborados por entidades privadas sem fins lucrativos de natureza esportiva ou por Prefeituras no Estado de São Paulo. Os projetos aprovados nessa primeira instância avançam para a fase de captação de recursos.
Desde 2023, a Lei Paulista investiu R$ 180 milhões na execução de mais de 500 projetos, que impactaram mais de 300 mil pessoas no estado, fomentando o esporte em todas as suas camadas, da base ao alto rendimento.