
A ação humana é responsável por nove em cada dez incêndios registrados no estado de São Paulo, segundo a Defesa Civil estadual. O período entre junho e outubro, conhecido como fase vermelha para incêndios, concentra maior risco de queimadas devido às condições de seca e à baixa umidade do ar, aumentando a necessidade de medidas preventivas.
De acordo com a Defesa Civil, incêndios podem ser provocados de forma intencional ou acidental. Entre as principais causas estão fogueiras acesas próximas a áreas de vegetação, descarte inadequado de cigarros e fósforos e a soltura de balões, prática considerada crime ambiental e que pode causar incêndios de grandes proporções.
No ano passado, o Governo de São Paulo alterou a legislação ambiental para endurecer as punições contra queimadas ilegais. A multa para quem provocar incêndios sem autorização em áreas produtivas ou de vegetação passou para R$ 3 mil por hectare atingido, podendo ser dobrada em situações mais graves, como ocorrências em terras indígenas.
Durante o período de estiagem, a Defesa Civil orienta que a população evite utilizar fogo para limpeza de terrenos ou queima de resíduos, não acenda fogueiras ou velas próximas à vegetação, descarte corretamente cigarros e fósforos e utilize o fogo apenas com autorização da CETESB. Também é recomendada a suspensão de visitas a propriedades em dias de alto risco de incêndios e a denúncia de queimadas irregulares, incêndios florestais, fabricação e soltura de balões.