
O homem preso por matar e enterrar a própria esposa no quintal de casa, em Pariquera-Açu, teria tentado enganar familiares e amigos ao se passar pela vítima após o crime.
De acordo com informações apuradas, ele utilizou o celular da professora Elisângela Barbosa Bueno de Almeida para enviar mensagens, simulando que ela ainda estava viva.
As conversas levantaram suspeitas entre pessoas próximas, já que o conteúdo e a forma de escrita não condiziam com o padrão da vítima. Em algumas mensagens, o suspeito chegou a afirmar que ela teria deixado a cidade e estaria em Paranaguá, no Paraná, após uma suposta separação.
Em um dos diálogos, ele chegou a dizer que a professora estaria “vivendo a vida” e envolvida com outra pessoa, versão que aumentou a desconfiança de amigos e familiares.
Além disso, o investigado também teria criado um perfil falso nas redes sociais, simulando um relacionamento da vítima com um suposto amante.
Diante das inconsistências, familiares procuraram a Polícia Civil, que iniciou as investigações.
Inicialmente, o homem afirmou que a esposa havia saído de casa por vontade própria, mas apresentou contradições durante o depoimento.
As suspeitas levaram os policiais até a residência do casal, onde foi identificada uma área com sinais de terra remexida no quintal.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e localizou o corpo da vítima enterrado no local.
Após a descoberta, o homem confessou o crime. Segundo relato, a morte ocorreu após uma discussão entre o casal.
O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e ocultação de cadáver, e segue sob investigação da Polícia Civil de Pariquera-Açu.