
O homem preso em flagrante no início de janeiro por exercer ilegalmente a medicina em Cananéia, no Vale do Ribeira, já havia sido acusado do mesmo crime meses antes, em São Paulo.
Wellington A. M. Silva, também identificado como Mazini, foi denunciado em setembro de 2025 por um empresário que o acusou de se passar por médico e realizar atendimentos clínicos e exames de ultrassonografia usando o CRM de outro profissional. A denúncia foi registrada no 11º Distrito Policial da capital e também envolve acusações de estelionato, falsidade ideológica e material, apropriação indébita e associação criminosa.
Segundo o G1 Santos, o falso médico utilizava o mesmo registro profissional tanto na capital quanto em Cananéia. Em janeiro deste ano, Mazini foi preso após atender pacientes e realizar exames em um hospital da cidade do litoral sul.
O caso ganhou atenção após o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) abrir sindicância e o Ministério Público apresentar denúncia formal. Ele responde por estelionato, exercício ilegal da medicina, perigo para a vida e falsidade material — crimes que, somados, podem resultar em até 13 anos de prisão.
A defesa alega que ele seria estagiário do médico verdadeiro há quatro anos e que cursa o quinto ano de Medicina, além de possuir especialização em ultrassonografia. Também afirma que a denúncia é “inflada” e que ainda há diligências pendentes.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, negou o pedido de habeas corpus, destacando os riscos à sociedade e os indícios suficientes de autoria e materialidade.