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Operação da Polícia Civil prende três envolvidos em esquema de falsificação de medicamentos contra câncer em SP
Ministério Público também presta apoio à segunda fase da Operação Laziosi, que cumpriu cumpriu 18 mandados de busca em seis cidades; Justiça também...
05/11/2026 09h04
Por: Redação Fonte: Secom SP

Três pessoas foram presas preventivamente nesta quinta-feira (5) durante a segunda fase da Operação Laziosi, que investiga um grupo suspeito de falsificar e comercializar medicamentos usados no tratamento contra o câncer. A ação da Polícia Civil, em conjunto com o Ministério Público, também cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em seis cidades paulistas. Na capital, os policiais localizaram medicamentos com suspeita de falsificação.

Coordenada pela Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Ribeirão Preto, a operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na cidade de São Paulo, as equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), prestaram apoio às diligências.

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Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 15 milhões em bens e valores ligados aos investigados e a empresas relacionadas ao grupo, além da suspensão das atividades de sete empresas.

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“O objetivo desta fase é interromper a atividade criminosa, que coloca em risco pacientes em tratamento contra o câncer, e assegurar a recuperação de bens e valores. A continuidade das investigações ocorrerá com a análise do material apreendido nesta data e a realização de outras diligências”, afirmou o delegado Diogenes Santiago Netto, delegado assistente da Deic de Ribeirão Preto e coordenador da operação.

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Medicamentos sem princípio ativo chegaram a hospitais

As investigações começaram em 2024, depois que o fabricante de um medicamento imunoterápico de alto custo identificou uma unidade falsificada que havia sido comercializada a um hospital da capital por meio de uma distribuidora de Araraquara, no interior paulista.

A análise do fabricante apontou que o produto não continha o princípio ativo necessário ao tratamento oncológico. A falsificação também foi confirmada posteriormente por perícia oficial.

Na primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024, foram apreendidos documentos e materiais que ajudaram os investigadores a identificar uma rede de empresas ligadas à distribuidora. Parte delas, segundo as apurações, não apresentava estrutura operacional nos endereços informados oficialmente.

Somente entre janeiro e novembro de 2024, a empresa emitiu notas fiscais que ultrapassaram R$ 1,5 milhão na comercialização do medicamento, com destinatários em pelo menos sete estados brasileiros.

Mesmo após a primeira fase da operação, as atividades investigadas teriam continuado. Em abril de 2025, a mesma distribuidora vendeu a um hospital do interior paulista nove unidades falsificadas de outro medicamento contra o câncer. Segundo informações do próprio estabelecimento, uma dessas unidades chegou a ser administrada a um paciente em tratamento oncológico.

As outras oito unidades foram recolhidas pela distribuidora e substituídas por medicamentos de um lote que coincidia com uma carga anteriormente roubada em Minas Gerais.

Garra apoiou buscas na capital

Na segunda fase da operação, as equipes cumpriram mandados em Araraquara, Matão, Marília, Agudos, Mirassol e São Paulo. Na capital, além das buscas, foram encontrados medicamentos oncológicos com suspeita de falsificação, que passarão por análises para verificar sua autenticidade e procedência.

O delegado Tom Blumer, do Garra, destacou a importância da atuação conjunta no combate a esse tipo de crime.

“A falsificação de medicamentos oncológicos é uma prática extremamente grave, que coloca em risco direto a vida de pessoas que já enfrentam uma situação de grande vulnerabilidade. A atuação integrada das forças policiais e do Ministério Público demonstra a importância da investigação qualificada e da capacidade operacional para cumprir as medidas judiciais. O Garra permanece comprometido em apoiar ações dessa natureza, contribuindo para o enfrentamento de crimes que ameaçam a saúde pública e a sociedade”, destacou.

A Polícia Civil dará continuidade às investigações com a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos. O objetivo é identificar outros possíveis envolvidos, dimensionar a atuação do grupo e rastrear os recursos financeiros movimentados.