Geral São Paulo
Atletas do Time São Paulo embarcam para o Grand Prix de Atletismo no Marrocos
Representando mais de 60% da delegação brasileira para a competição internacional em Rabat, de 23 a 25 de abril
17/04/2026 16h23
Por: Redação Fonte: Secom SP

Os 22 atletas do Time São Paulo, programa de fomento ao paradesporto desenvolvido pela parceria entre a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e o Comitê Paralímpico Brasileiro, viajam neste sábado (18) para disputar o Grand Prix de Atletismo em Rabat, no Marrocos. Eles representam mais de 60% da delegação brasileira composta por 36 atletas paralímpicos.

O Grand Prix será disputado de 23 a 25 de abril. A competição é uma oportunidade dos competidores medirem seu nível em relação ao dos adversários estrangeiros para planejarem ainda melhor os treinos neste início de ciclo paralímpico, uma vez que 2027 é ano de Para-Pan e Campeonato Mundial.

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“Bons resultados são conquistados desde o início da preparação para competir. Por isso, fornecemos a melhor estrutura e staff para que os atletas do Time São Paulo entreguem seu máximo e tudo o que conquistamos até aqui mostra que estamos no caminho certo”, analisou Marcos da Costa, Secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

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Aser Ramos, saltador da classe T36, para atletas com paralisia cerebral, compartilhou suas expectativas para a competição. “Quero trazer pelo menos uma medalha de ouro e aproveitar mais essa experiência internacional para observar os novos atletas que estão surgindo como candidatos a medalhista na próxima edição dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles. Após conquistar a medalha de Prata em Paris-2024, subir ao topo do pódio é meu maior objetivo a longo prazo”, disse o atleta.

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O corredor Kesley Pereira, da classe T12, para atletas com deficiência visual, também está pensando lá na frente. “Estou extremamente otimista e ansioso porque quando voltarmos, iniciaremos a preparação para o Para-Pan e o Campeonato Mundial do ano que vem. Precisamos aproveitar esses três dias no Marrocos para nos aclimatar às competições internacionais e performar em todos os torneios”, avaliou Kesley.

Após ganhar medalhas em Campeonatos Mundiais e Jogos Parapan-americanos, o velocista dos 100 metros Fabrício Ferreira quer o primeiro pódio paralímpico. “Tudo começa em Rabat e minhas expectativas são as melhores possíveis porque terei contato com outros corredores com deficiência visual, sejam da mesma ou de alguma classe próxima à minha, para posteriormente avaliar como está minha preparação rumo a essa conquista inédita”.

Esse também é o desejo do atleta com baixa visão Caio Pereira, que compete no arremesso de peso. “Quero lutar por medalha no Marrocos e competir contra fortes adversários europeus e asiáticos, que provavelmente vou reencontrar em Los Angeles.

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André Rocha, medalhista de bronze na prova do lançamento de disco disputada durante os Jogos Paralímpicos de Paris, considera o Grand Prix de Rabat como o momento mais importante do ano. “Competições internacionais trazem uma motivação diferenciada para melhorarmos nossas marcas, mantendo o Brasil sempre em alta”, comentou ele, que também compete no arremesso de peso.

Thiago Paulino, tricampeão pan-americano e medalhista paralímpico no arremesso de peso, está melhorando sua marca e em, Rabat, espera ter mais um indício de que um pequeno ajuste está fazendo diferença. “Mudei a forma de me amarrar no assento de arremesso e estou colhendo frutos. Espero arremessar o peso ainda mais longe no Grand Prix para trazer a medalha de ouro.

Atletas do Time São Paulo convocados para o Grand Prix de Rabat:

Time São Paulo

O Time São Paulo Paralímpico é um programa criado em 2011, fruto da parceria entre o Governo do estado e o Comitê Paralímpico Brasileiro, para apoiar o desenvolvimento de atletas paralímpicos de alto rendimento, fortalecendo suas carreiras e aumentando as chances de conquistas nacionais e internacionais.

Desde o início, com um grupo formado apenas por 21 esportistas e quatro atletas-guia, o projeto já mostrava potencial e, ao longo dos anos, teve papel importante no bom desempenho do Brasil em competições como os Jogos Parapan-Americanos e Jogos Paralímpicos.

Os resultados foram tão relevantes, que, caso o Time São Paulo fosse um país, ocuparia posição de destaque no quadro de medalhas dessas competições, tornando-se potência internacional. Em 2026, o programa está mais forte do que nunca, investindo R$ 8,2 milhões em 157 atletas, sendo 43 novos, de 16 modalidades paralímpicas diferentes. O programa segue construindo uma trajetória de conquistas esportivas e impacto social graças ao trabalho de atletas, técnicos e gestores que honram o compromisso com inclusão, respeito e excelência no esporte.