Vale do Ribeira JUSTIÇA
Vítimas de falso médico pedem R$ 250 mil em indenização em Cananéia
Cinco mulheres alegam danos morais após exames íntimos realizados por homem acusado de usar CRM de outro profissional
13/02/2026 09h50 Atualizada há 3 meses
Por: Redação

Cinco mulheres atendidas por um homem que se passou por médico em uma unidade de saúde de Cananéia ingressaram na Justiça com pedido de indenização por danos morais que totaliza R$ 250 mil — sendo R$ 50 mil para cada uma.

As pacientes foram submetidas a exames de ultrassom transvaginal realizados por Wellington Mazini, empresário preso no dia 7 de janeiro, acusado de utilizar o número de registro profissional (CRM) de outro médico para atuar na rede municipal de saúde. O caso é investigado e já resultou em denúncia do Ministério Público.

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Na ação judicial, as vítimas alegam violação de intimidade, constrangimento e sofrimento psicológico. Segundo o advogado que representa as mulheres, houve “extrema exposição e vulnerabilidade”, uma vez que os exames íntimos teriam sido realizados mediante fraude.

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O processo também inclui como réus a empresa responsável pela gestão da saúde municipal e a Prefeitura de Cananéia. A ação foi protocolada de forma solidária, o que significa que qualquer um dos citados poderá ser responsabilizado pelo pagamento integral da indenização, com posterior divisão entre as partes, conforme decisão judicial.

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A defesa de Mazini informou que ainda não foi formalmente citada nas ações cíveis e que os fatos dependem da decisão no processo criminal. Já a Prefeitura declarou, em nota, que adotou medidas para reforçar os protocolos de identificação dos profissionais de saúde e ampliar a fiscalização.

O Ministério Público denunciou o acusado por estelionato, exercício ilegal da medicina, falsidade material e crime de expor a vida ou a saúde de terceiros a perigo. Ele permanece preso após o Tribunal de Justiça de São Paulo negar pedido de habeas corpus.

O caso segue em tramitação na Justiça.