Combater a exclusão e garantir que as salas de cinema estejam preparadas para receber a todos. Esse é o objetivo do projeto de lei do deputado estadual Paulo Corrêa Jr. (PSD), aprovado nesta terça-feira na Assembleia Legislativa de São Paulo. A proposta busca enfrentar a falta de acessibilidade vivenciada por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos cinemas, tornando obrigatória a adaptação dos espaços para um atendimento mais inclusivo.
O texto transforma as salas de exibição em ambientes acolhedores para sanar o desconforto causado pelo som alto e escuridão total. A lei assegura a realização de, no mínimo, uma sessão mensal totalmente adaptada: sem a exibição de propagandas comerciais, com iluminação suave mantida durante o filme e volume de som reduzido.
Mais do que ajustes técnicos, a medida garante dignidade. O projeto permite o acesso irrestrito à sala, dando liberdade para que as crianças entrem e saiam conforme sua necessidade, sem o receio de incomodar.
"A inclusão só é real quando ela acontece no dia a dia, nos momentos de lazer e alegria. Queremos que essas famílias se sintam abraçadas, e não excluídas. O cinema é para todos", destacou Corrêa Jr.
Dessa forma, o Projeto de Lei 428/2024, segue para a apreciação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o qual tem o prazo de 15 dias úteis para sancionar a proposta.
E então, as salas de cinema terão um prazo de 60 dias para se adequarem à novidade, que será identificada pelo símbolo mundial do espectro autista na entrada, sinalizando que ali o respeito e a diversidade entram em cartaz.