Vale do Ribeira SEBRAE
Vale do Ribeira representa artesanato paulista no espaço Sebrae na COP 30
Janayna Franco e Carmen Oliveira Lima serão as únicas artesãs do Estado a participar da loja colaborativa do Sebrae na Conferência do Clima em Belém do Pará
12/11/2025 07h45 Atualizada há 6 meses
Por: Redação

Com trabalhos que dialogam com a sustentabilidade, duas artesãs do Vale do Ribeira foram selecionadas para compor a loja colaborativa do Sebrae na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). Janayna Franco e Carmen Oliveira Lima enviaram 260 peças produzidas especialmente para a COP 30. Considerado um dos eventos globais mais importantes sobre clima e sustentabilidade, a Conferência será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém do Pará. 

Os trabalhos de Janayna e Carmen representarão o artesanato paulista na loja colaborativa da chamada E-Zone do Sebrae. O ponto de encontro do empreendedorismo sustentável na COP 30 contará ainda com exposição de negócios sustentáveis, iniciativas de bioeconomia, apresentações culturais e media hub. 

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As artesãs integram o Programa de Fomento e Valorização do Artesanato do Vale do Ribeira desenvolvido pelo Sebrae-SP na região. “Além de mostrar ao mundo que sustentabilidade também se faz com saberes tradicionais, criatividade e respeito ao território, ter o artesanato da nossa região na COP 30 será uma grande oportunidade de conquistar novos mercados em um evento que atrairá milhares de visitantes e delegações internacionais”, afirma o analista de negócios e gestor de economia criativa do Sebrae-SP, Carlos Alberto Pereira Junior.

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Artesã em Iporanga, Janayna Franco produz peças com vidro reciclado em seu Ateliê Flor de Aragonita. Na COP 30 ela vai expor petisqueiras, incensários e pingentes. Por uma sobrinha que vai trabalhar no evento em Belém, a artesã também enviou dez pingentes feitos nas cores da bandeira brasileira destinados a presentear autoridades, entre elas a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. 

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“É sempre uma alegria muito grande ver meus trabalhos ultrapassando as fronteiras de Iporanga. Espero que possa ser uma inspiração para outras pessoas de que é possível ser reconhecido mesmo estando numa cidade tão pequena”, comenta Janayna. “Todas as peças estão com o carimbo ‘made in Brazil’, com informações também em inglês. Acredito na oportunidade de fazer novos negócios, inclusive internacionais”, revela a artesã.

Carmen é da Ilha Comprida e confecciona peças com ostras e conchas, como descansos de joias, móbiles e ‘souveniers’ com estampas marinhas e outras imagens que remetem a região. Além de reaproveitar ostras da Cooperativa do Quilombo Mandira, Carmen também passou a usar redes de camarão descartadas para embalar as peças do Ateliê Maria Farinha. “Para quem estava catando ostras na praia há cinco anos e se reinventou, imagina a importância de representar o artesanato paulista e o Vale do Ribeira em um evento tão grandioso como a COP, ainda mais um evento que busca a sustentabilidade. É muito especial”, relata a artesã.