Vale do Ribeira RIO RIBEIRA
Césio-137 em sedimentos do rio Ribeira marca presença do Antropoceno, aponta estudo da USP
Partículas radioativas de testes nucleares da Guerra Fria servem como “carimbo geológico” de nova época da Terra, mas não oferecem riscos à saúde
18/10/2025 16h25 Atualizada há 7 meses
Por: Redação Fonte: Assessoria de Imprensa

Um estudo da Universidade de São Paulo (USP) identificou traços do isótopo radioativo Césio-137 (Cs-137) em sedimentos da planície fluvial do rio Ribeira de Iguape, no interior paulista. O elemento, proveniente de testes nucleares entre as décadas de 1950 e 1970, é apontado como um marcador da possível nova época geológica da Terra: o Antropoceno.  

Segundo o geógrafo e autor da pesquisa, Breno Schimidtke Rodrigues, o ponto de maior concentração do elemento foi identificado em uma amostra datada de 1963, ano que marcou o auge da chamada “chuva radioativa” causada por testes nucleares durante a Guerra Fria — fenômeno conhecido como máximo Fallout.  

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Essas partículas lançadas na atmosfera viajaram por correntes de ar e se depositaram em solos e bacias hidrográficas, tornando-se registros temporais. “Os traços de césio funcionam como um ‘carimbo geológico’ que evidencia o momento em que a humanidade começou a impactar profundamente os sistemas naturais”, afirma Rodrigues.

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Apesar da presença do Cs-137, o geógrafo tranquiliza a população: os níveis encontrados são baixos, não representam risco à saúde pública e têm apenas relevância científica e ambiental. O estudo contribui para o debate global sobre o início do Antropoceno e os impactos humanos no planeta.

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